(Atenção! Este post é gigantescamente enorme e abusa descaradamente do portuñol. Mas, se você gosta de futebol e de viagens de mochila nas costas por ciudades sudamericanas buscando a el fútbol, recomendo a leitura.)
Teve início na última sexta a Copa da Fifa, que se diz do mundo. Não deixa de ser, se definirmos mundo como a elite que tem acesso aos jogos in loco mais as multidões que os acompanham via mídia. Um mundo segregado e fragmentado, mas… qual a novidade?
Bem, no meu caso a novidade foi que graças a um voo ao Chile perdido em 2009 tive a possibilidade de viajar aos vizinhos hermanos e acompanhar a estreia de suas seleções no torneio. Começando pelo Uruguay.
Depois de passar uma semana em Buenos Aires, conforme planejado, viajei via Buquebus (empresa que faz o trajeto entre as capitais portenhas de inúmeras maneiras, no meu caso de balsa-hotel-cassino-bar até Colonia e ônibus até Montevideo) para a capital uruguaya na madrugada de quinta para sexta. Cheguei no Uruguai muy temprano: não eram nem 6 da matina e nenhuma casa de câmbio estava aberta ainda para transformar meus pesos de argentinos em uruguayos. Aliás, nem mesmo o principal jornal do país, o El País, tinha chegado à banca de Tres Cruces, a rodoviária de Montevideo. Enquanto esperava, tive meu desayuno na Cerveceria La Mostaza, onde o garçom, um senhor de meia idade, já mostrava o que iria caracterizar meu contato com os cidadãos uruguayos: muita cortesia e muito pessimismo quanto ao seu selecionado.
Como já tinha me informado com Juan Pablo, o uruguayo hospedado no mesmo hostel que eu em Buenos Aires, sobre pontos turísticos futebolísticos em Montevideo, tratei de extrair do garçom informações de como chegar a eles. Descobri então que não haveria exibição pública da partida; que o Estádio Centenario e as canchas dos igualmente centenários Misiones e Central Español estavam bem perto, no Parque Battle; que lá também funcionava o Museo del Fútbol; e que a cancha do Club Atlético Progreso, equipe uruguaya de origem anarquista, ficava em La Teja, na zona norte da cidade. E, quando me despedi dizendo “hoy, dós veces Forlán”, me respondeu “si, pero el problema es si los francieses nos metem tres”. Desconfiança da selecão depois de décadas de inconstância. Compreensível – gato escaldado…
Com os dados em mãos, tracei meu roteiro, navegando entre os pontos de interesse futebolístico que se encaixavam no meu tempo e os pontos de interesse turístico que ficavam perto daqueles. Primeira parada: Parque Battle e suas muitas canchas.
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Algo que Buenos Aires e Montevideo tem em comum são seus muitos parques e praças, todos muito arborizados e sempre cheios de gente. O Parque Battle não era diferente. Ou melhor, era: tal qual Mendoza, na Argentina, carregava em seu interior um monumento futebolístico histórico.
O Estádio Centenario, que tem esse nome porque foi inaugurado no ano da primeira Copa da Fifa, 1930, que também marcava os 100 anos da independência uruguaya, é simplesmente sensacional. Por 50 pesos uruguayos, algo próximo a 5 reais, pude adentrá-lo, já que o Museo del Fútbol, qjue custava 80 e dava direito à visita ao estádio do mesmo jeito, estava cerrado por conta do iminente debut de la Celeste en el Mundial. Deixo as imagens e o vídeo falarem por si próprias.
Ao lado do mais importante estádio de Montevideo, mas ao lado mesmo, estão as outras duas canchas do parque. Ambas igualmente incríveis. Pelo horário, pensei que estavam cerradas, e a do Misiones, clube de 1906, realmente estava, a princípio; mas a do Central Español, de 1905, contava com um senhor varrendo as tribunas, e foi a ele que pedi para entrar – vengo desde Brasil y me gustaría muchisimo coñocir a la cancha, sacar algunas fotos…
Imaginem algo menor que a Rua Javari. Com a hinchada tão perto quanto do campo. Este é o Parque Palermo.
Agora imagine que essa cancha é utilizada na PRIMEIRA divisão do futebol uruguayo. Sim, porque o Central está na Primera – foi campeão nesta mesma cancha em 1984. Meus sentimentos de que o futebol ainda vive debaixo de tanto dinheiro voltaram de súbito.
Louis – nome francês, me disse ele depois – não só abriu a cancha para que eu a fotografasse e filmasse como me chamou adentro da sala da intendéncia do estádio. Antes, perguntou minha idade.
- Tiene 27? Conhece Silas? – disse, em um portunhol impecável.
- Si, claro!
- Vení.
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Sim, é isso mesmo: o Central já teve Silas no elenco. Em 1990, el jugador religioso desfilou pelo gramado de Parque Palermo, que tem esse nome por conta do bairro em que fica e no qual foi fundado o Central.
Antes de me contar um pouco mais da história do time, Louis ainda me deu uma revista do clube. Com fatos históricos, conquistas, resultados. Ao me despedir, disse a ele:
- Hoy, dós veces Forlán!
- Es dificil, en este equipo no hay colectivo…
Definitivamente, o uruguayo tem um pé atrás com su selección.
O tempo urgia. Precisávamos ir a algum lado onde houvesse um bar que transmitisse o jogo de abertura da Copa – porque a cerimônia eu sempre dispenso. Mas ainda houve tempo de entrar na agora já aberta cancha do Misiones para sacar algumas fotos – mais um estádio ao melhor estilo Rua Javari. El fútbol vive!
Cerca dos dois estádios ainda há este campo de várzea – coisa que quase não vi em Buenos Aires.
Pegado o omnibus, rumamos ao bairro de Buceo, vizinho à Playa Pocitos. E dá-lhe mais várzea, encostada ao muro do Cementerio local:
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Andando pela avenida à beira-rio, a cortesia uruguaya se fez presente de novo: parei pra tentar olhar o mapa adquirido ainda na rodoviária e um senhor que fazia cooper passou por mim, voltou e perguntou se eu sabia aonde queria ir, se oferecendo pra ajudar. Me indicou o caminho e fomos nós, passo apertado que já eram 10h25.
Cheguei à Playa Pocitos e o desafio agora era encontrar um lugar para comer com televisão. Às 10h50 entro num restaurante italiano com uma TV enorme… desligada. A atendende me diz que só irão começar a servir ao meio-dia, e aí talvez – TALVEZ! – passassem a abertura, ou o que restasse dela.
Meio desesperado, entrei em um boteco qualquer que também só ia começar a servir às 12h mas que tinha a TV ligada com os hinos já sendo executados. Me sentei e pedi uma Patricia. Um litro de cerveja para tomar sozinho de estômago vazio. O resultado foi que minha análise de Sudáfrica 1 – 1 Mexico ficou um pouco prejudicada.
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Me parece que a equipe anfitriã tem uma estratégia de jogo clara: defender – sem o mito Booth em campo – e apostar na velocidade de seu contra-ataque, baseada principalmente em Pienaar, Mphela e Tshabalala. Só que os muitíssimos erros de passe fizeram com que o primeiro tempo fosse horrível – porque do outro lado havia um México sofrível que não sabia aproveitar a oferta de controle do jogo que lhe fazia o time sul-africano. Haviam algumas arrancadas de Giovani dos Santos, bolas alçadas – um gol muito bem invalidado por impedimento em uma cobrança de escanteio – e era isso. Só isso.
Na segunda etapa, os papéis continuaram iguais. Só que a África do Sul, talvez mais calma passado o nervosismo da estreia, começou a encaixar bem os contra-ataques. E saiu na frente no placar numa aula da modalidade: toques rápidos, enfiada precisa e chute inapelável – valeu Jabulani! – de Tshabalala para abrir o placar. Festa do povo local, sofrido e ainda abalado com a morte na véspera da bisneta de Nelson Mandela, 13 anos, atropelada por um motorista bêbado na saída de um show da Shakira – era o mundo real batendo à porta da fantasia da Fifa.
O México então não teve alternativa que não tomar finalmente o controle das ações. Só que ainda era sofrível e dependente de Dos Santos e da bola aérea. A África até chegava a assustar nos contra-ataques, mas em um dos muitos centros mexicanos na área um zagueiro esqueceu de sair e Rafa Márquez, junto de Dos Santos o único que se salva no escrete chicano, fuzilou o goleiro para empatar.
Ainda houve tempo da África do Sul acertar a trave e do México – já com a presença do mito maior Blanco em campo – não conseguir fazer mais nada. Jogo ruim, empate justo – embora justiça e futebol sejam felizmente como água e óleo.
A essa altura, com a cozinha já funcionando, comi as melhores empanadas da minha vida: massa folhada, recheio saborosíssimo, tamanho ideal. Foram quatro e poderiam ter sido oito, fácil. A culinária portenha sempre me dá vontade de não voltar para o Brasil – não só a culinária, mas deixa isso pra outra hora. Saindo do bar, cujo dono era aficcionado por basquete e tinha várias remeras de equipos en su pared, percebo que o nome do local era, digamos, peculiar:
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Se eu tivesse escolhido não teria dado tão certo. Repito meu mantra do dia, “dós veces Forlán”, e o dono do bar sonri e me dá a primeira resposta não pessimista em terras uruguayas – aunque desconfiada:
- Dale dale, a ver!
De Playa Pocitos, meu destino era o centro da cidade, em busca do Palácio Peñarol – a sede carbonera – e de uma remera de la Celeste. Consegui os dois – a remera blanca, porque no me gustó la celeste com Forlán escrito atrás, e o Palácio cerrado por conta do jogo da seleção, mas que me permitiu algumas fotos do lado de fora:
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Ainda no centro tive uma prova concreta da superioridade infinita do periodismo hermano sobre o nosso:
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Sem palavras para essa capa. Definitivamente, EN URUGUAY EL FÚTBOL VIVE!
A missão agora era ir a La Teja assistir ao jogo no bar-sede do Club Atlético Progreso, até porque somente lá eu conseguiria uma remera de los gauchos. O senhor que me vendeu a remera de Uruguay, em mais uma das muitas demonstrações de cortesia que vivi em Montevideo, me levou até uma outra barraca – o lugar em que eu estava era como um camelódromo, uma feira de rua – cujo dono era nada mais nada menos que um hincha de Progreso! Entusiasmado com o interesse desde Brasil, ele me explicou aonde era a sede, aonde era a cancha, como chegar, me deu um cartão com o endereço e o número do omnibus a tomar. E fez, espantado, meio sorrindo e chacoalhando a mão do jeito típico italiano-portenho, a pergunta que não podia deixar de fazer:
- Pero… porque Progreso?!?!?!?!?
- Por sus orígenes anarquistas, me gusta mucho el club.
E me fui, atrás do 370 que me deixaria en Carlos Maria Ramirez y Ascasubi.
Passaram três 370. Todos impossíveis de entrar. Tentei um táxi. Nenhum parou – provavelmente, os taxistas estavam indo ver o jogo. Não tinha jeito: teria que mirar a el debut celeste pelo centro mesmo.
Antes, voltei na barraca do hincha de Progreso e perguntei se a sede estaria aberta depois do jogo. Me disse que provavelmente sim, mas caso não para que llamase a el e que iria comigo hasta alla mañana. Era tanta amabilidade que nem tive coragem de dizer que ia embora antes disso.
Andando pela avenida 18 de Julio, artéria principal do centro, em busca de outro bar, muitas banderas de Uruguay – nas lojas, nas calles, nos carros, nas janelas de apartamentos, por todo lado. O uruguayo, único povo campeão do mundo duas vezes contra seus dois maiores rivais (pra não citar os dois títulos olímpicos quando ainda não havia mundial narrados magistralmente por Eduardo Galeano em seu “Futebol ao sol e à sombra”), estava ansioso por voltar à Copa da Fifa depois de 8 anos. Em uma tienda de deportes, dou sorte e sem querer me deparo com um gorro de Progreso! Compro e sigo meu caminho, apressado. O debut era questão de minutos, então entro em outro bar que, de novo sem querer, tem o nome ligado ao meu turismo esportivo: Sportman.
Nesse bar, um pouco mais classe média, várias uruguayas re guapas sentavam esperando pelo jogo. O público feminino era tão grande ou maior que o masculino, e não eram acompanhantes, eram hinchas mesmo.
Os hinos começaram e após a execução do hino uruguayo o bar inteiro explodiu em aplausos. Durante o jogo, no entanto, o clima era apreensivo. A narração, muito mais pausada e menos apelativa emocionalmente que a brasileira, ajudava nisso. O adversário era a França, e isso ajudava a meter mais medo – mesmo que fosse uma França que não chegava nem perto da de 2006. E o jogo começou, com as expectativas à flor da pele.
A essa altura, depois de tudo que eu tinha visto até ali, eu já me sentia uruguayo. Zicava as jogadas francesas em português, provavelmente o torcedor mais inusitado do lugar. O jogo, se era ruim tecnicamente – o Uruguay vivia das boas jogadas de Forlán, algum esforço de Suárez e uma certa cadência de bola de Ignacio no ataque, com Álvaro Pereira aparecendo de vez em quando pelo lado, e a França era, assim como o México, incompetente para tomar as rédeas do jogo oferecidas pelos charrúa, com Ribéry muito mal, Anelka uma merda como sempre foi, Govou sumido e um meio de campo com dois volantes muito esforçados, Toulalou e Gourcuff, e um meia inoperante, Malouda -, emocionava pelo frisson do bar a cada jogada de perigo das duas equipes. Num primeiro tempo sem grandes coisas, onde Lugano, Godín e Victorino, o trio de defensores uruguayo, anulou o ataque francês, as esperanças celestes se concentravam em cada arrancada de Forlán, de longe o mais técnico e lúcido ofensivamente no escrete.
Veio o intervalo e as conversas no bar falaram alto. Eu degustava vagarosamente minha groselha com soda – afinal, tinha que consumir algo pra estar ali – e tentava orelhar algumas coisas. Uma mesa com quatro chicas à minha frente era convidativa, mas a essa altura os efeitos da Patricia já tinham passado e eu fiquei na minha.
O reinício do jogo trouxe quase que magicamente o silêncio da apreensão de volta ao bar. E o jogo continuava o mesmo: Uruguay com muita marcação e sem brincadeira nenhuma, dando chutão se necessário, e França ruim demais para criar boas chances. Godín passou a aparecer no jogo, porque além de anular o ataque francês ainda subia ao ataque com qualidade. Forlán e o meio campo criando mais. O time charrúa começava a dominar o jogo. A entrada de el loco Abreu em campo marca um burburinho de entusiasmo pelo bar: os uruguayos gostam muito do centroavante-jornalista do Botafogo. Forlán tem chance clara na altura do pênalti e pega de canela. E quando la Celeste Olímpica passa a controlar as ações, Lodeiro, que havia entrado até que bem no lugar de Ignacio, confunde raça com burrice e, já com cartão amarelo, dá um carinho por cima da bola em Sagna, no melhor estilo brasileiro de ser burro pra caralho, acertando em cheio a canela do lateral francês – o locutor uruguayo é conciso: la roja directo no sería absurdo.
Com um a menos, a dez minutos do fim, é hora do Uruguay ser mais uruguayo que nunca. E a Celeste Olímpica se fecha atrás e transforma Godín no melhor em campo. No último lance do jogo, falta perigosa para a França. Henry, o grande personagem-vilão da Copa, bate, loco Abreu salta na barreira e tira de cabeça. Fim de jogo: o bar inteiro aplaude o cero a cero, pelo final de jogo guerreiro e pelo jogo digno feito pelo limitado pero esfuerzado escrete celeste.
Fim de jogo, fim de bar, e uma camionete que já havia passado com a mesma animação antes e durante a partida volta a cruzar meu caminho, cheia de hinchas com cornetas e bandeiras. É hora de ir a La Teja, zona norte de Montevideo e periferia da cidade.
O omnibus, dessa vez o 137, toma a avenida Agraciada e vai passando por diversas sedes de partidos uruguayos. Partido de los Trabajadores, Partido Comunista Uruguayo, Partido Colorado. Nos muros de alguns prédios institucionais e outros residenciais, muitas pixações anarquistas – muito mais do que já vi em qualquer cidade – e muita propaganda política, já que a eleição pra intendente, o equivalente ao nosso prefeito, foi em 9 de mayo. Entre os candidatos, um de nome muy hermoso:
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Depois de passar por um viaduto, o único que vi na cidade, o colectivo quebra à esquerda y ya esta: aveniva Carlos Maria Ramirez. A sede do Progreso se aproxima. Algumas quadras mais e estamos lá.
Adentro o bar e peço permiso para fotografar e filmar. São muitos quadros e placas na parede. O dono do estabelecimento me diz que o rapaz que tem as chaves da sede infelizmente já foi embora. Me conta parte da história do time e lamenta muitas vezes que não tenha como mostrar a sede. Pergunto sobre uma remera de el Progreso. Me diz que fora a sede, solamiente en una tienda de deportes cerca de acá pero que se vá a cerrar em veinte minutos.
Morrendo de vontade de sentar para tomar outra Patricia e jogar conversa fora, tenho que fazer uma escolha. E acabo saindo em disparada para tomar outro omnibus e ir até a loja citada. O dono do bar de Progeso me dá as direcciones, e chego lá – embaixo do viaduto dantes trafegado – em cima da hora. Mas saio feliz com a última camiseta del Club Atlético Progreso que havia na tienda. Aproveito e compro uma bolsilla auriroja também.
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Era hora de volver ao centro para comer, comprar yerba mate e algun regalo. Dá tempo ainda de chamuyar un poco com a atendente linda, atenciosa e cheia de sorrisinhos do Mercado de Artesanos, mas meu chamuyo é tímido e depois de perguntar sobre boliches para ir e ela me indicar dois com endereço e tudo, não tenho huevos para invitarla a venir conmigo a uno de esos boliches. Então ceno un tagliarini e me voy de volta à rodoviária, ainda que faltassem 3 horas para a volta de Buquebus – tinham acabado meus pesos uruguayos e os argentinos estavam reservados para o último día en Buenos Aires, cuando me fué a ver el debut de la Albiceleste.
Ainda deu tempo de encontrar esse cartaz de show punk colado pelas ruas:
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Amanhã, é dia de falar sobre Buenos Aires, hinchadas, canchas, Maradona e, é claro, o jogo – que fui assistir no meio da Plaza San Martín.
El fútbol resiste!
Desde Sudamerica,
Kadj Oman.












